Mães bate e rebate



Olá, tudo bem?! 

Que mãe nunca se encontrou em uma rodinha com outras mães, onde o assunto é fralda, amamentação, desfralde, desmame, papinha, choro da madrugada (...) e o orgulho do filhão?! E de repente vira, sem se perceber, uma disputa branca, "meu filho já manuseia o talher sozinho desde o primeiro ano" " ah o meu antes de um ano já comia sozinho, e sem fazer sujeira". Eu já cai nessa, quem nunca? Falo por mim que depois de algumas alfinetadas é facil perceber que passei dos limites, acho que todas percebem quando passam da linha tênue. É complicado mas hoje busco me policiar e dependendo do rumo da conversa e de quem está compartilhando me limito a escutar, se você não esboça um simples "uhum" a mãe já cai na real! Tem mães que simplesmente estão compartilhando e me sinto a vontade em contar os feitos do meu filho, mesmo que esse tenha saído na frente, com esse tipo de mãe não rola bate e rebate, o que está em jogo é dividir experiência, agregar conhecimento e reter o que é bom!

Mas tem mãe que é impossível levar uma conversa de três minutos sem que a conversa não caia na mesmice de como seu filho tem desenvolvido melhor que o esperado e de como seus métodos de educar e ensinar tem surtido efeito. Isso tudo seria ok de se debater não fosse o bater no peito e a boca cheia ao entrar nesse assunto, ainda mais, justamente quando você compartilha uma fase difícil que tem passado com seu rebento. Nessas horas já gosto de teminar a conversa. Eu sou mãe e claro gosto de evidenciar meu filho, atire a primeira fralda a mãe que não gosta, mas tem momentos para isso e uma disputa de "meu filho é melhor que o seu" não é a melhor maneira!

No meu primeiro ano como mãe aprendi algo muito valioso e que me poupa de perder a paciência e as amizades por ai, aprendi a só dar minha opinião quando me perguntam ou quando vejo claramente que é o momento de opinar. Aprendi isso de forma não muito amiga, sabe quando você da sua opinião e a pessoa se ofende? Pois é foi assim! Me lembro bem, não me orgulho mas não tenho vergonha de dizer, afinal aprendi assim, que fui bem infeliz em dar minha opinião, o assunto estava rolando e todas falando suas maneiras e jeitos e ai eu abri minha boca mas o modo como coloquei em palavras não foi bem aceito. Notei na hora meu erro e apartir daquele dia passei a não falar pelos cotovelos sobre maternidade! Por mais que minha intenção era ajudar a mãe não gostou do jeito ácido. Hoje não só espero a solicitação da minha opinião como também estudo uma maneira de falar, se tem um caminho mais soft vou por ele... Não para poupar a mãe da verdade nua e crua mas ter modos e evitar parecer prepotente é sempre bom!

Desde a primeira gravidez meio que me projetei a não esquentar a cabeça com os pitacos da família, amigos e outras mães e isso me ajuda -embora nessa segunda gestação tenha me irritado um pouco, bem pouco- mas sei que não é toda mãe que deixa entrar por um ouvido e sair pelo outro e então é bom saber ficar na sua! 

Todo filho é especial, único e verdadeiro. Nenhuma mãe gosta de ter sua cria reduzida. Evitar isso e provar o valor do seu filho não é travando uma batalha de quem saiu da fralda primeiro ou de quem falou primeiro, mas sim deixando essas conversas, que claramente se tornam disputas, de lado. É fácil perceber quando as cartas que estão na mesa não valem nada tanto quanto o interesse e a apreciação são verdadeiras. 

Não vamos perder tempo com disputas. A gente ama falar dos nossos pequenos e grandes filhos mas tem hora e pessoas que verdadeiramente querem saber. E nós sabemos disso. 

Se você reconhece que quer evidenciar seu filho a todo e qualquer custo nunca é tarde para parar, isso faz um bem. Não ter de provar nada pra ninguém faz seus dias melhores! E se você não aguenta mais se chatear com aquela mãe/amiga que te faz cair nessas disputinhas deixa ela falando sozinha na próxima, olhando com olhar de peixe morto- risos- é difícil mas tenha foco, isso também faz um bem sem igual. 

 Até mais!



 

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