Art vai para o Jardim!


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Faltando exatamente um mês para o inicio no jardim, estou meio sem sensações... Sabe quando está meio que fora do corpo, desconectado, você o vê mas não sabe o que está sentindo nele, só sente o vago por não entender o que está acontecendo?! Não consigo definir melhor! Quando entramos em contato pela primeira vez com o jardim, no fim de 2016, naqueles dias fiquei bem emotiva, isso porque parecia que seria na outra semana que ele iria não estar mais em casa por algumas horas todos os dias, então acho que todo o choque de imaginar meu menino longe dos meus olhos foi acabando e agora, que é pra valer, estou meio "ahn?". Acho que em algum momento eu posso voltar a ficar abalada, ainda mais depois de escrever aqui, isso vai me fazer parar pra pensar e caraminholar... Não posso negar que estar assim é ótimo, queria mesmo que continuasse assim, sem sofrer. Mas sei que não vou resistir e voltar chorando pra casa, sem ele. Talvez chore na ida e na volta!

Arthur é um garotinho inteligente em muitos aspectos, mas tem também muitas dificuldades! Ele ainda não fala tão bem, não entende bem comandos e fica perdido quando tem que interagir e por isso as vezes se irrita! Já nos foi dito que ele tem a mentalidade, em partes, como a de uma criança dois anos mais nova que ele, e é verdade! Depois do nascimento da Olivia foi possivel visualizar melhor onde o Arthur tem dificuldades. Por outro lado, conhece o abc de cabo a rabo, recita de trás para frente se quiser. O mesmo vale para numerais, os conta até cem! Lê, soletra e já sabe um pouquinho de tabuada. Sempre foi muito interessado em brincadeiras com letras e números. Carrinhos e bola são sempre uma ultima opção. As vezes não aguentamos brincar ou ouvir sobre palavras e números, tentamos outra coisa e o que acontece? Ele inclui o alfabeto na brincadeira de carrinho! Acho que o que mais nos preocupa são que ele ainda usa fraldas e o idioma ser diferente. Estamos contando com a escola que se propõe a ter um tratamento mais especifico com ele, já que têm conhecimento das dificuldades dele e que essas tem respaldo psiquiátrico. Assim estamos confiantes de que, com calma, ele vai superar suas dificuldades ou aprender a lidar com elas e viver bons tempos no jardim e na vida toda!

Eu nem terminei esse texto e já estou voltando pro corpo, reconectando, e olhando pra ele, pro Arthur, ali, tão sem imaginar o quanto sua existência me afeta, o coração já começa a dar lugar a um buraco, vazio e escuro! E nisso eu volto a dizer baixinho que é o normal da vida e que será bom pra ele, lhe dar beijos e dizer que o amo. É o que está ao meu alcance! Ainda que pareça ter um buraco vazio no peito sei mesmo que existe um coração, de mãe, cheio de felicidade, tristeza, realização e medo. Felicidade por ver cada fase sendo conquistada, tristeza pelo tempo que não pode ser parado, realização por ver um bom trabalho e medo, medo que nem tem para que ter mas, como mãe, tenho!



Meu eterno Baby Boy






 

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